domingo, 17 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Projeto
interdisciplinar de Ensino e Aprendizagem 2
Mardilson Machado Torres
Arte e matemática
(interdisciplinaridade) formas e figuras geométricas.
“A escola é o espaço onde a criança desenvolve sua capacidade
intelectual e física e sua sociabilidade: é ainda o lugar onde aprimora sua
capacidade de expressar-se e de criar. Desenhar, pintar e construir faz parte
desse aprendizado e contribui ainda para o aprimoramento da percepção e da
consciência estética”. (Romero Britto.)
Figuras geométricas:
Desde os primórdios os homens vêm
manifestando e desenvolvendo a comunicação através das artes. Uma maneira de expressar,
representar imagens, narrar cenas, imprimir emoções através de varias
linguagens artísticas, em especial nas artes visuais. Os desenhos encontrados a
milhões de anos nas cavernas demonstram o grau de habilidade do homem
primitivo, retratando cenas do dia a dia, alguns de maneira realísticas (figurativas)
outras de maneira abstrata, hora ligada a rituais e cerimônias, mas, sobretudo
com métodos e técnicas de representar através de figuras geométricas como círculos,
linhas, pontos, etc. Entretanto, artistas de todos os períodos e época da
historia da arte (antiga, medieval, renascentista, moderna e contemporânea)
utilizam da matemática na formação e criação de desenhos onde muitos conteúdos
trabalhados e abordados são matemática pura). A geometria. Um exemplo disso é a
perspectiva, figuras geométricas, proporções, ampliação, perímetro, composição,
padrões, polígonos, poliedros, mosaícos, mandalas etc. Nesse processo a criança
trabalha o raciocínio, intelecto, articulação. O Aluno ver inter-relação e
ligação nos modos de conhecimento. Percebendo que não há nada isolado abrindo
possibilidades de criação, propostas e reflexão.
Um exemplo de inter-relação
(interdisciplinaridade) é a escola de arte Bauhaus,findada por Adolf
Gropius(1883-1969) que aliava as belas artes com artesanato (vista como arte
menor),acreditavam que o emprego de varias linguagens artísticas poderiam
construir algo novo e diferente,cidade novas e planejadas.Mas tudo isso no
contexto de urbanização e desenvolvimento industrial.Na Bauhaus a proposta de
ensino e aprendizagem Aluno e professor transcorrem sem hierarquia,o ambiente é
de troca e construção do conhecimento. Para essa escola o conceito: “aprendizado
e o objetivo da arte ligam-se no fazer artístico, o que evoca uma herança
medieval de reintegração das artes e ofícios.”.
A matemática surgiu das necessidades
básicas, em especial da necessidade econômica de contabilizar diversos tipos de
objetos. De forma semelhante, a origem da geometria (do grego geo =terra + metria= medida, ou seja,
"medir terra") está intimamente ligada à necessidade de melhorar o
sistema de arrecadação de impostos de áreas rurais, e foram os antigos
egípcios que deram
os primeiros passos para o desenvolvimento da disciplina.
Motivação:
Surge da
necessidade de se trabalhar metodologias diferentes e atrativas, prazerosa e
lúdica, aonde o alunos vai desenrolando e destrinchando um assunto que antes
era trabalhado de forma metódica e sistemática com cálculos “decorebas”.
Objetivo: geometria-saber da sua
importância no dia a dia, saber de sua origem.
A
ideia também é falar de alguns artistas que utilizam as formas geométricas em suas
telas. Artes antigas (pirâmides). Renascimento, Leonardo da Vinci
(perspectiva), Picasso (cubismo), modernismo e arte contemporânea Encher (ilusão
de ótica, sólidos geométricos, poliedros de Escher (figuras tridimensionais
como pirâmides, cilindros, cones e esferas). Ele explora as potencialidades
criativas de diferentes sólidos geométricos. Poliedro (tetraedro-hexaedro,
octaedro, dodecaedro, icosaedro).
As figuras geométricas estão muito próximas da
gente e em variadas formas na natureza. É representada através de quadrados, polígonos,
circunferência, cilindro, cone, triangulo, etc. Nos Tangram.
Metodologia:
A ideia consiste em encontrar as
formas e figuras geométricas na natureza, animais, vegetais, nas coisas ao
nosso redor, nas construções, etc.Posterior a isso, fotografar, trabalhar
,desenvolver expressivamente composições artísticas através das figuras geométricas
bidimensionais e tridimensionais,criando esculturas espaciais,como também criar
figuras através do Tangram.colando, desenhando e pintando.
É fundamental que os estudos do espaço
e forma sejam explorados a partir de
objetos do mundo físico, de obras de
arte, pinturas, desenhos, esculturas e
Artesanato, de modo que permita ao
aluno estabelecer conexões entre a Matemática
e outras áreas de conhecimento. (PCNs,
1998, P. 310.)
* Criando com figuras geométricas:
Questionar os alunos sobre as formas geométricas que estão
presentes nos objetos e paisagens que existem ao nosso redor e listar com eles
na lousa; reconhecer e nomear as
figuras, observar suas semelhanças e diferenças (número de lados, tamanho e
forma); confeccionar peças espaciais bi e tridimensionais, usando papel cartão,
cola etc.
.Exposição das produções.
Uma das
boas coisas do projeto, que será desenvolvido com a 6ª série do ensino Fundamental
da Escola São João Batista: levar à construção das figuras geométricas, e não
apenas à identificação e a conceituação delas. O professor irá além das peças
recortadas e dos modelos já prontos e colocará a turma para usar réguas,
esquadros e compassos. Os polígonos inscritos numa circunferência, regulares e
estrelados, serão o grande assunto trabalhado. Junto virão vários outros:
ângulo, simetria, perímetro, composição e decomposição de figuras etc.
Justificativa: a importância das Artes no processo de construção da
identidade, desenvolvimento da autonomia e a necessidade de proporcionar a
formação do indivíduo integral, relacionando a percepção, criação,
sensibilidade e emoção.
Nosso propósito é que a Geometria seja
analisada sob um olhar mais dinâmico na sala de aula e que a relação entre Arte
e Matemática seja um modo de despertar a criatividade dos alunos.
Objetivos
Gerais: estimular a
livre expressão e valorização de sua própria produção; expressar através de
diferentes técnicas obras usando figuras e formas geométricas. Favorecendo a
cada estudante um ganho de autonomia responsável no campo da reflexão,
estimulando a criação, execução e percepção.
Objetivos
específicos: identificar
as formas geométricas presentes na natureza e nas obras de arte; criação e
construção de obra de arte utilizando as figuras geométricas; desenvolver expressivamente
composições artísticas através de um jogo chamado Tangram.
Público
Alvo: Alunos do sexto
ano,ensino fundamental.
Estratégias:
Apresentação do TANGRAN e sua origem (oralmente)
O TANGRAN é de origem chinesa.
Conta uma lenda que um mensageiro deveria levar uma pedra de jade, de
formato quadrado, ao imperador.
Mas, no caminho a pedra partiu-se em sete pedaços. Preocupado, o
mensageiro foi juntando as sete peças, a fim de remontar o quadrado. Enquanto
tentava resolver o problema, o mensageiro criou centenas de formas.
Confecção do TANGRAN:
Cada
aluno receberá o Tangran e
deverá recortar suas partes, com o jogo e seguindo a orientação de cada
educador os alunos deverão:
Observar
e comparar as peças,
- Sobrepor uma peça sobre as outras para comparação do tamanho,
- Colocar em ordem de tamanho,
- Verificar quais peças são do mesmo tamanho ou quantas vezes uma peça “cabe” na outra,
- Identificar a figura geométrica que cada peça representa,
- Montar um quadrado utilizando as peças do jogo,
- Combinar algumas peças para a formação de figuras. Depois escolher a figura que mais gostou de formar e registrá-la em uma folha de sulfite, contornando as peças e depois pintando o desenho livremente.
- Sobrepor uma peça sobre as outras para comparação do tamanho,
- Colocar em ordem de tamanho,
- Verificar quais peças são do mesmo tamanho ou quantas vezes uma peça “cabe” na outra,
- Identificar a figura geométrica que cada peça representa,
- Montar um quadrado utilizando as peças do jogo,
- Combinar algumas peças para a formação de figuras. Depois escolher a figura que mais gostou de formar e registrá-la em uma folha de sulfite, contornando as peças e depois pintando o desenho livremente.
Estudar
mosaicos:
-Leva ao conhecimento teórico de conceitos como ângulos, polígonos e simetria.
-Permite trabalhar com o desenho geométrico.
-Apresenta uma aplicação prática da geometria.
- Desenvolve o senso estético.
Avaliação:
A avaliação deverá
realizar-se de maneira continua, mediante observação; considerando o processo e
não apenas o produto.
Neste sentido espera-se que
a criança se torne não apenas um apreciador, mas também assuma seu papel como
agente cultural, criando e recriando a realidade à sua volta tendo ferramenta comunicacional a arte em suas diferentes linguagens.
Momentos Especiais em Interaçãoes NãoDistantes
Pensamentos ilustres que vão além da alma , nos fazendo relembrar momentos inesquecíveis,que estão guardados bem no fundo do coração. Que mostram as coisas marcantes da vida.o tempo passa as pessoas mudam tudo se renova mais os momentos célebres da vida ficam para sempre.
![]() |
| Clementino colaborando as atividades do Projeto Interações NãoDistantes |
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| Grupo olhando a paisagem durante a atividade artística |
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| Mardilson Torres desenhando com jato d'água. |
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| Coordenadora do Polo colaborando com a obra de arte ( desenho da cobra grande às margens do Rio Acre). |
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| "Que este sol a brilhar soberano(..) enche o peito de cada acreano de nobreza.,constância e valor". (trecho do Hino Acreano) |
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| Tutora de Artes Visuais Marjane Andrade. |
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| Equipe de Artes Visuais descansando às margens do Rio. |
Postado por Polo UaB - Rio Branco às 11:24
Momentos Especiais em Interaçãoes NãoDistantes
Pensamentos ilustres que vão além da alma , nos fazendo relembrar momentos inesquecíveis,que estão guardados bem no fundo do coração. Que mostram as coisas marcantes da vida.o tempo passa as pessoas mudam tudo se renova mais os momentos célebres da vida ficam para sempre.
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| Clementino colaborando as atividades do Projeto Interações NãoDistantes |
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| Grupo olhando a paisagem durante a atividade artística |
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| Mardilson Torres desenhando com jato d'água. |
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| Coordenadora do Polo colaborando com a obra de arte ( desenho da cobra grande às margens do Rio Acre). |
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| "Que este sol a brilhar soberano(..) enche o peito de cada acreano de nobreza.,constância e valor". (trecho do Hino Acreano) |
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| Equipe de Artes Visuais descansando às margens do Rio. |
Postado por Polo UaB - Rio Branco às 11:24
Arte Rupestre, Arte Indígena e Arte Barroca no Brasil
Embora sejam vistas como se fossem uma só forma de arte entre a maioria dos brasileiros, incluindo-se aí, estudantes do ensino médio e universitário, a Arte Indígena e a Arte Rupestre são formas de expressão distintas, obviamente com estreitos laços parentais. Laços estes que também se estendem ao Barroco tendo por base o contexto ao qual se inseriram, embora neste caso, pouca (ou nenhuma) ligação seja feita através do senso comum.
Considera-se que Arte Rupestre é o nome dado para as mais antigas representações pictóricas conhecidas, realizadas em cavernas, grutas ou ar livre, e é considerada a expressão artística mais antiga da humanidade, enquanto que a arte indígena, de forma geral é considerada como a arte produzida pelos povos nativos do Brasil, independente da colonização: “A arte já existia em nossas terras bem antes da chegada dos portugueses, em 1.500. Era feita pelos povos indígenas, os habitantes das Américas” (TIRAPELI, 2006:10). Já o Barroco depende totalmente da ligação colonial, pois foi introduzido a partir do séc. XVII pelos missionários católicos.
Estes três momentos da arte brasileira são comumente vistos como uma linha evolutiva. Entretanto não seria esta a visão mais correta visto que as três formas de arte existem, ainda hoje, independente uma da outra, cada qual com sua própria identidade visual e cultural. Até mesmo a Arte Rupestre sobrevive e muitos estudiosos afirmam ser um erro comum considerar a arte rupestre extinta ou pré-histórica “Na Califórnia e no sul da África, por exemplo, a Arte Rupestre continua a ser produzida no século XIX” (Itaú Cultural).
Enquanto a Arte Rupestre está ligada à gravação ou pintura sobre as rochas, independente da técnica utilizada, a Arte Indígena é mais complexa, e envolve pintura corporal, arte plumária, dança, canto, cerâmica e trançado. O possível aspecto mágico-religioso das pinturas rupestres sobrevive na Arte Indígena, principalmente através das pinturas corporais, confecção de máscaras e demais objetos em contextos ritualísticos, muitas vezes com mais de um significado contextual; indo de um artefato produzido pelo homem comum até a figura viva do ser sobrenatural que representam e da mesma forma nota-se que ainda sobrevive a noção do coletivo “a arte indígena é mais representativa das tradições da comunidade em que está inserida do que da personalidade do indivíduo que a faz”(Wikipédia-Arte Indígena).
A arte indígena é vista hoje, pela maioria da população, da mesma forma do século XVII, quando descrita pelos europeus como exótica e bonita, porém atrasada, como se fosse na verdade uma arte rupestre, ou uma caricatura. À época, muitos artistas europeus começaram a utilizar os índios como tema, mas poucos realmente haviam conhecido a cultura indígena, e seus trabalhos se basearam em relatos e descrições, que nem sempre condiziam com a verdade, resultando em índios caricatos ou idealizados “A representação fantasiosa também podia atender a objetivos religiosos, como a dos padres jesuítas, que ilustravam, as índias com seios caídos e feições de velhas para ocultar a imagem de sensualidade” (TIRAPELI, 2006:21). Hoje esta deturpação ainda existe, e pior, sob uma ambigüidade graças à mídia, que por um lado estigmatiza a cultura e a arte indígenas como antiquadas, ultrapassadas e até mesmo nefastas e, por outro lado, explora suas belezas, vendendo o exótico de sua arte como produto de consumo para as mesmas elites que colaboram para o gradual desaparecimento das antigas tradições.
O Barroro brasileiro, por outro lado, teve a vantagem de receber a benção das classes dominantes por sua ligação com a igreja, e sua suntuosidade é, até hoje, vista com olhos estupefatos de admiração entre fiéis, curiosos, turistas e estudantes. Além disso, o Barroco só chegou ao Brasil cerca de cem anos depois dos colonizadores, chegando em terreno fértil para sua aceitação, “Como no Brasil tudo estava por construir e Portugal também veio para catequizar, a igreja teve papel importante na formação da cultura colonial” (TIRAPELI, 2006:20), assim como consolidação como Arte. Isso não significa que o Barroco não tenha enfrentado intempéries para se consolidar.
Diferente da Europa, no Brasil o Barroco foi formado tardiamente, por uma mistura de ideias com influências européias, que vieram principalmente com a corte portuguesa em 1808. Estas acabaram se misturando às influências locais, em um ambiente econômico calcado na pobreza e na simplicidade, resultando em uma visão além-mar negativa, “o Barroco brasileiro já foi acusado de pobreza e incompetência quando comparado com o europeu, de caráter erudito, cortesão, sofisticado e sobretudo branco”. Mas hoje, os estudiosos reconhecem que esta diferença é o fator que tornou o Barroco Brasileiro único. Tanto é que a partir de 1980, as cidades características barrocas foram tombadas como patrimônios da humanidade pela Unesco.
“Pode-se dizer que o amálgama de elementos populares e eruditos produzido nas confrarias artesanais ajuda a rejuvenescer entre nós diversos estilos, ressuscitando, por exemplo, formas do gótico tardio alemão na obra de Aleijadinho (1730 - 1814). O movimento atinge o auge artístico a partir de 1760, principalmente com a variação rococó do barroco mineiro”.
(Itaúcultura: Enciclopédia)
Tudo isso levanta uma questão, pois se muitos acreditam que o Brasil ainda é um país barroco, enquanto que para outros, numa visão etnocêntrica e preconceituosa o veem como uma civilização atrasada, onde "só existem indíos", como se entendessem que indio é sinônimo de atraso cultural e tecnológico. Se o Brasil, de forma geral, ainda é visto pelas potências estrangeiras como detentor das mesmas características dos séculos passados; como o exotismo e o atraso que viam na cultura indígena e a incompetência e a pobreza vista na nossa arte barroca; percebemos que com toda a modernidade e influência recebida pelas diversas matrizes, sejam elas Tupi, Luso, Africana ou outra das tantas que como apontou Darcy Ribeiro em “O Povo Brasileiro”, formaram o conceito do que é ser brasileiro e do que é Brasil. Nem Barroco, nem Índio, tampouco potência hegemônica e cultural moderna. Na sua simplicidade exótica é apenas, Brasil, um país único entre tantos outros.
Referências
TIRAPELI, Percival. Arte Indígena do Pré-Colonial a Contemporaneidade. Cia Editora !Nacional: São Paulo. 2006.
TIRAPELI , Percival. Arte Colonial: Barroco e Rococó – Do século XVI ao XVIII. Cia Editora Nacional: São Paulo. 2006. (COLEÇÃO: ARTE BRASILEIRA)
RIBEIRO, Darcy, O Povo Brasileiro, VERSATIL HOME VIDEO 2000
Enciclopédia Itaú Cultural. Disponível em: <http://www.itaucultural.org.br/> Acesso: primeiro de março de dois mil e onze
Wikipédia – Arte Indígena. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_ind%C3%ADgena> Acesso: primeiro de março de dois mil e onze
Wikipédia – Arte Rupestre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_rupestre> Acesso: primeiro de março de dois mil e onze
Wikipédia – Barroco. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Barroco_brasileiro> Acesso: primeiro de março de dois mil e onze
Número de estudantes de cursos à distância cresce no Brasil
Educação distanciada proporciona ao aluno a autonomia de estudar conforme seu próprio tempo
José Franco e Fábio Carvalho*
Os números não mentem. Enquanto o crescimento das universidades presenciais brasileiras está estagnado, o número de cursos, universidades e novas matrículas da educação à distância (EaD) vem crescendo a cada ano.
De acordo com a Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em janeiro, o número de cursos EaD no Brasil deu um salto de 649, em 2008, para 844 no ano seguinte, pouco mais que o dobro do crescimento dos cursos presenciais no mesmo período. Em relação ao número de alunos houve um crescimento ainda mais expressivo, indo de 727.96l em 2008 para 838.125 em 2009. Hoje já são, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), 973 mil estudantes.
Estes dados explicam as incursões do governo no EaD, como é o caso da Universidade Aberta do Brasil (UAB), instituída em 2006. A UAB está presente em todos os estados brasileiros, através de parcerias com diferentes universidades. No Acre são oito pólos, com cursos realizados através da Universidade de Brasília (Unb) e da Fundação Oswaldo Cruz.
UAB no Acre
| O artista Mardilson Torres Machado cursa Artes Visuais pela EaD. |
No Acre, o sistema UAB é utilizado para viabilizar a formação de professores pela Universidade de Brasília (UnB) desde 2007, com formação para as áreas de teatro, Artes Visuais e Música, e em 2010, foi incorporado Administração Pública à grade de cursos da UnB no estado. De acordo com o CAPES /MEC, só na UAB, foram ofertadas até o momento, 1183 vagas pelo sistema, distribuídas entre os pólos do estado. A Universidade Federal do Acre (Ufac), desde 2009 está se integrando ao sistema UAB.
O aluno Mardilson Machado Torres, do Bujari, estudante do sexto semestre em Artes Visuais na UnB, diz que tem uma vida muito corrida, pois trabalha como pintor e desenhista, além de fazer também, um curso de Artes Visuais na Usina de Artes João Donato. “Não sei se conseguiria concluir um curso superior se não fosse pelo EaD”, diz. “Na UAB eu posso estudar de acordo com o meu tempo, sem precisar sair todo dia do Bujari e ir para Rio Branco”.
Para Mayara Montenegro, que cursa o sexto período de ciências sociais, na Ufac, e Artes Visuais na UnB, via EaD, a maior vantagem do sistema é que muitas pessoas que não tem disponibilidade de tempo podem acessar e fazer um curso semi-presencial. A estudante aponta a EaD como alternativa devido aos problemas enfrentados pelos cursos presenciais. “As universidades públicas estão sucateadas e o ensino das faculdades pagas constantemente é criticado”.
Desconfiança e Desvantagens
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| Para Vilmara Lopes o sistema de ensino não é o mais importante, mas o interesse do aluno em se superar |
A aluna do oitavo período de pedagogia da Ufac, Vilmara Lopes, cita ter presenciado alunos do EaD perderem oportunidades de bolsas de estudos simplesmente por serem deste sistema. “Eu mesma era contra o Ensino à distância, mas depois mudei de opinião”. A estudante diz que o EaD pode possuir falhas, mas entende que o esforço é do aluno. “Depende do próprio aluno que está recebendo essa educação, eu posso fazer um curso presencial e não ter nenhum interesse”.
O professor da Universidade Federal Pampa (Unipampa), Marco Bonito, também acredita que a maior vantagem da modalidade à distância seja poder levar aos diversos pontos do país educação de qualidade, que muitas vezes seria inviável por questões relacionadas à distância. “Creio que a EaD ainda careça de uma maior vigilância por parte do MEC já que muitas instituições se aproveitaram da demanda para criar cursos sem a estrutura adequada e estão oferecendo EaD de baixa qualidade o que não vai contribuir em nada para o avanço do país”, aponta.
Marco Bonito também chama atenção para outro detalhe, já que não pode ser usado como uma solução para diminuição de custos com a educação, “O que as escolas e universidades, principalmente as particulares mal-intencionadas, estão fazendo é usar o EaD para ao invés de ter 50 professores dando as disciplinas em 50 salas diferentes, passe a ter um professor dando aulas pra 50 salas diferentes. Isso é o absurdo dessa história”, finaliza.
*Matéria originalmente publicada para o jornal Laboratório "A Catraia", da Universidade Federal do Acre.
Kandinsky
Você Conhece Wassily Kandinsky?
Hoje vamos falar do maior nome do expressionismo abstrato, Wassily
Kandinsky. Professor da Bauhaus, escreveu o livro "Do Espiritual na
Arte" e fez parte do movimento "Der Blaue Reiter" (O Cavaleiro
Azul), o mais espirituoso dos movimentos expressionistas... segue após os
quadros uma pequena biografia do grande mestre:
Wassily Kandinsky (em russo: Василий
Кандинский) (Moscou, 4 de dezembro de 1866— Neuilly-sur-Seine, 14 de dezembro de 1944) foi um artista russo, professor da Bauhaus e introdutor da abstração no campo das artes visuais. Apesar da origem
russa, adquiriu anacionalidade francesa.
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Vida
Nascido em Moscou, passou grande parte da infância em Odessa. De volta à
capital russa, estudou Direito e Economia na Universidade de Moscou, chegando a
diplomar-se em Direito aos 26 anos, mas desistiu dessa carreira.
Os primeiros anos em Munique
Casou-se em 1892 com a sua prima Anja Tchimikian, que acompanhou Kandinsky em1896 quando este se mudou para Munique, iniciando os seus estudos em pintura . O estilo da escola de Ažbè
desiludiu Kandinsky, que preferia pintar paisagens coloridas ao ar livre em vez
de modelos "mal cheirosos, apáticos, inexpressivos, geralmente destituídos
de carácter".[1]
Após dois anos, Kandinsky tenta inscrever-se, sem sucesso, num curso ministrado porFranz von Stuck. Um ano depois Kandinsky ingressou finalmente no curso, que frequentou até 1900. Em Maio de 1901, Kandinsky co-fundou a sociedade artística Phalanx e foi professor na escola fundada pouco tempo depois pela sociedade. Uma das suas alunas foi Gabriele Münter, que se tornou companheira de Kandinsky até 1914. Kandinsky separou-se de Anja Tchimikian em 1903.
Após dois anos, Kandinsky tenta inscrever-se, sem sucesso, num curso ministrado porFranz von Stuck. Um ano depois Kandinsky ingressou finalmente no curso, que frequentou até 1900. Em Maio de 1901, Kandinsky co-fundou a sociedade artística Phalanx e foi professor na escola fundada pouco tempo depois pela sociedade. Uma das suas alunas foi Gabriele Münter, que se tornou companheira de Kandinsky até 1914. Kandinsky separou-se de Anja Tchimikian em 1903.
Fuga, Kandinsky, 1914, óleo sobre tela
Moscovo I, Kandinky, 1916, óleo sobre tela
O início do abstracionismo
Já na década de 1910 Kandinsky desenvolve seus primeiros
estudos não figurativos, fazendo com que seja considerado o primeiro pintor
ocidental a produzir uma tela abstrata. Algumas das suas obras desta época,
como "murnau - Jardim 1" (1910) e "Grüngasse
em Murnau" (1909) mostram a influência dos Verões que Kandinsky passava em Murnaunessa época,
notando-se um crescente abstraccionismo nas suas paisagens. Outra influência nas suas pinturas foi a música do compositor Arnold Schönberg, com quem
Kandinsky manteve correspondência entre 1911 e 1914.
O período da Primeira Guerra Mundial
Com o eclodir da Primeira Guerra Mundial, Kandinsky é
forçado a abandonar a Alemanha, partindo para a Suíça acompanhado por Gabriele Münter em 3 de Agosto de 1914, esperando um fim
rápido do conflito. Quando este não se concretizou, Kandinsky voltou à Rússia,
separando-se de Münter, a 16 de Novembro do mesmo ano. Aproveitando uma
exposição em Estocolmo de 1916, Kandinsky
permanece na Suécia, onde conhece a sua terceira companheira, a russa Nina de Andreewsky,
até ao advento da Revolução Russa. Volta então à
Rússia interessado nos rumos do país, mas desentende-se com as teorias da arte
oficiais e retorna à Alemanha em 1921.
A Bauhaus e últimos anos
Em constante contato com os artistas da vanguarda, passa a lecionar na
Bauhaus até 1933 quando a escola é fechada pelo governo nazista. Muda-se para
Paris e aí viveu até o fim de sua vida. Faleceu em Neuilly-sur-Seine em 1944. Encontra-se
sepultado em Neuilly-sur-Seine
New Communal Cemetery, Hauts-de-Seine, Ilha de França, na França.[2]
Desenvolveu a arte abstrata até o final de sua vida. Junto a Piet Mondrian e Kasimir Malevich, Wassily Kandinsky faz parte do "trio sagrado" da abstração, sendo o mais famoso.
Desenvolveu a arte abstrata até o final de sua vida. Junto a Piet Mondrian e Kasimir Malevich, Wassily Kandinsky faz parte do "trio sagrado" da abstração, sendo o mais famoso.
Períodos artísticos
A criação de Kandinsky de trabalhos puramente abstratos seguiu um longo
período de intenso desenvolvimento e amadurecimento do pensamento teórico
baseado nas suas experiências pessoais artísticas. Chamou a esta devoção como
beleza interior, fervor de espírito e uma necessidade funda de desejo
espiritual, que foi o aspecto principal da sua arte.
Kandinsky aprendeu através de diversos recursos durante a sua juventude em Moscovo.Mais tarde na sua vida ele seria lembrado como sendo fascinado e raramente estimulado pela cor como uma criança. O fascínio pelo simbolismo e psicologia da cor continuaram durante o seu crescimento, apesar de parecer nunca ter estudado arte. Em “Looks on the Past” ele relata que as casas e as igrejas eram decoradas com cores tão brilhantes que, uma vez lá dentro, teve a impressão de se estar a mover dentro de uma tela pintada. A experiência e o seu estudo sobre a arte do povo na região, em particular o uso de cores brilhantes sobre fundo negro, refletiu-se nos seus trabalhos mais recentes. Anos mais tarde, ele relacionou o acto de pintar para criar música na maneira que mais tarde viesse a ser mais reconhecido e escreveu “As cores são a chave, os olhos o machado, a alma é o piano com as cordas”. Ele foi similarmente influenciado durante este período pela ópera de Richard Wagner Lohengrin com a qual ele sentiu que quebrou os limites da música e da melodia além do lirismo tradicional.
Kandinsky foi igualmente espiritualmente influenciado por Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), o mais importante exponente da Teosofia nos tempos modernos. A teoria teosófica solicitou que a criação é uma proporção geométrica, começando num único ponto. O aspecto criativo das formas é expressado por uma série descendente de círculos, triângulos e quadrados. Os livros de Kandinsky ecoam estes princípios básicos teosóficos.
Kandinsky aprendeu através de diversos recursos durante a sua juventude em Moscovo.Mais tarde na sua vida ele seria lembrado como sendo fascinado e raramente estimulado pela cor como uma criança. O fascínio pelo simbolismo e psicologia da cor continuaram durante o seu crescimento, apesar de parecer nunca ter estudado arte. Em “Looks on the Past” ele relata que as casas e as igrejas eram decoradas com cores tão brilhantes que, uma vez lá dentro, teve a impressão de se estar a mover dentro de uma tela pintada. A experiência e o seu estudo sobre a arte do povo na região, em particular o uso de cores brilhantes sobre fundo negro, refletiu-se nos seus trabalhos mais recentes. Anos mais tarde, ele relacionou o acto de pintar para criar música na maneira que mais tarde viesse a ser mais reconhecido e escreveu “As cores são a chave, os olhos o machado, a alma é o piano com as cordas”. Ele foi similarmente influenciado durante este período pela ópera de Richard Wagner Lohengrin com a qual ele sentiu que quebrou os limites da música e da melodia além do lirismo tradicional.
Kandinsky foi igualmente espiritualmente influenciado por Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), o mais importante exponente da Teosofia nos tempos modernos. A teoria teosófica solicitou que a criação é uma proporção geométrica, começando num único ponto. O aspecto criativo das formas é expressado por uma série descendente de círculos, triângulos e quadrados. Os livros de Kandinsky ecoam estes princípios básicos teosóficos.
As pinturas de Kandinsky do período em que fez parte do grupo Der Blaue Reiter ("O cavaleiro Azul") (1911-1914), foram
compostas por massas coloridas largas e bastante expressivas, avaliadas
independentemente a partir de formas e linhas que já não serviam para
delimitá-las. Estas seriam sobrepostas numa forma bastante livre para formar
pinturas duma força extraordinária.
A influência da música foi bastante importante no nascimento da arte abstracta, como sendo abstracta por natureza, este não tenta representar o mundo exterior mas antes para expressar, numa maneira imediata, os sentimentos interiores da alma humana. Kandinsky às vezes usava termos musicais para designar o seu trabalho; ele chamou a muitas das suas pinturas espontâneas “Improvisações”, e “Composições” a outras muito mais elaboradas e trabalhadas em comprimento, um termo que ressoou nele como um orador.
Além da pintura Kandinsky desenvolveu a sua opinião como um teórico da arte. De fato, a influência de Kandinsky na história da arte do ocidente talvez resulte mais dos seus trabalhos teóricos do que propriamente das suas pinturas.
Ao mesmo tempo que escrevia “Do espiritual na Arte”, Kandinsky escreveu o Almanaque do Cavaleiro Azul, que serviram tanto como defesa e promoção da arte abstracta, assim como uma prova de que todas as formas de arte eram igualmente capazes de alcançar o nível da espiritualidade. Ele acreditava que a cor podia ser usada numa pintura como uma coisa autónoma e distanciada de uma discrição visual de um objecto ou de uma qualquer forma.
Escreveu poemas, que seguem o mesmo raciocínio desta fase.
A influência da música foi bastante importante no nascimento da arte abstracta, como sendo abstracta por natureza, este não tenta representar o mundo exterior mas antes para expressar, numa maneira imediata, os sentimentos interiores da alma humana. Kandinsky às vezes usava termos musicais para designar o seu trabalho; ele chamou a muitas das suas pinturas espontâneas “Improvisações”, e “Composições” a outras muito mais elaboradas e trabalhadas em comprimento, um termo que ressoou nele como um orador.
Além da pintura Kandinsky desenvolveu a sua opinião como um teórico da arte. De fato, a influência de Kandinsky na história da arte do ocidente talvez resulte mais dos seus trabalhos teóricos do que propriamente das suas pinturas.
Ao mesmo tempo que escrevia “Do espiritual na Arte”, Kandinsky escreveu o Almanaque do Cavaleiro Azul, que serviram tanto como defesa e promoção da arte abstracta, assim como uma prova de que todas as formas de arte eram igualmente capazes de alcançar o nível da espiritualidade. Ele acreditava que a cor podia ser usada numa pintura como uma coisa autónoma e distanciada de uma discrição visual de um objecto ou de uma qualquer forma.
Escreveu poemas, que seguem o mesmo raciocínio desta fase.
O período de grande síntese
(1934-1944)
Em Paris, Kandinsky estava bastante isolado, uma vez que a pintura
abstracta - particularmente a pintura abstracta geométrica – não foi
reconhecida, sendo as dos movimentos mais apreciados o Impressionismo e o Cubismo. Kandinsky viveu num pequeno apartamento e criou o seu trabalho num estúdio
construído na sua sala de estar. Formas biomórficas com flexibilidade e
contornos não geométricos apareceram nas suas pinturas; formas que sugerem
organismos externamente microscópicos mas que expressam sempre a vida interior
do artista. Ele usou a cor puras nas suas composições que evocavam a arte
popular de Slavonic e que era similar a preciosos trabalhos de marca-de-água.
Nas suas obras, ocasionalmente misturava também areia para dar a textura de
granulado aos quadros.
Este período correspondeu, de facto, a uma vasta síntese do seu trabalho anterior, no quando ele usa todos os elementos, e até os enriquece. Em 1936 e 1939 ele pinta as suas duas ultimas grandes composições; Lonas particularmente elaboradas e lentamente rasgadas que ele não produziu por muitos anos. Composição IX é uma pintura com umas diagonais poderosas de alto contraste e cuja forma central da a impressão de um embrião humano no ventre. Os pequenos quadrados de cores e as faixas coloridas parecem projectar contra o fundo preto da Composição X, como fragmentos de estrelas ou filamentos, enquanto hieróglifos com tons de pastel obrem o grande plano marrom, que parece flutuar no canto esquerdo superior da lona.
No trabalho de Kandinsky, algumas características são obvias, enquanto certos toques são mais discretos e velados; isto servia para dizer que eles se revelavam só progressivamente àqueles que fazem um esforço para aprofundar a sua conexão com o seu trabalho. Pretendeu que as suas formas fossem subtilmente harmonizadas e colocadas, para ressoar com a própria alma do observador.
Este período correspondeu, de facto, a uma vasta síntese do seu trabalho anterior, no quando ele usa todos os elementos, e até os enriquece. Em 1936 e 1939 ele pinta as suas duas ultimas grandes composições; Lonas particularmente elaboradas e lentamente rasgadas que ele não produziu por muitos anos. Composição IX é uma pintura com umas diagonais poderosas de alto contraste e cuja forma central da a impressão de um embrião humano no ventre. Os pequenos quadrados de cores e as faixas coloridas parecem projectar contra o fundo preto da Composição X, como fragmentos de estrelas ou filamentos, enquanto hieróglifos com tons de pastel obrem o grande plano marrom, que parece flutuar no canto esquerdo superior da lona.
No trabalho de Kandinsky, algumas características são obvias, enquanto certos toques são mais discretos e velados; isto servia para dizer que eles se revelavam só progressivamente àqueles que fazem um esforço para aprofundar a sua conexão com o seu trabalho. Pretendeu que as suas formas fossem subtilmente harmonizadas e colocadas, para ressoar com a própria alma do observador.
Poesia
Kandinsky também escreveu poemas brilhantes, abstratos, que fazem
referência a cores e linhas, tais quais surgiam na percepção do artista. Sendo
eminentemente vanguardistas, no entanto, seus poemas diferem de tudo quanto foi
produzido por qualquer "ismo" em literatura ou poeta vanguardista
conhecido, inclusive do trabalho poético de outros artistas predominantemente
plásticos, tais como Picasso e Hans Arp, que tenderam a aderir, na escrita, a alguma vanguarda poética
conhecida, como o Surrealismo.
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